Soberania Fatiada¶
Tese de doutorado do João Francisco Cassino, com orientação do Sérgio Amadeu da Silveira.
O objetivo principal do estudo é comprovar como os serviços de "Nuvem soberana" ofertados pelas big techs é uma furada.
Autores referência:
- Yanis Varoufakis -
- Cédric Durand - Tecnofeudalismo: Crítica de la economía digital
- Evgeny Morozov - Crítica da Razão Tecnofeudal
- Michael Kwet - Digital Colonialism: The Evolution of American Empire (2021), Digital Colonialism: US Empire and the New Imperialism in the Global South (2018), Digital Degrowth: Technology in the Age of Survival (2024)
- Nick Couldry & Ulises Mejias - The Costs of Connection: How Data Is Colonizing Human Life and Appropriating It for Capitalism (2019)
- Catriona Gray - More than Extraction: Rethinking Data’s Colonial Political Economy (2023)
- Daniel Schiller - Digital Capitalism (1999)
- Yann Moulier-Boutang - Le capitalisme cognitif. La nouvelle grande transformation (2007a)
- Shoshana Zuboff - The Age of Surveillance Capitalism (2019)
- Nick Srnicek - Platform Capitalism (2017)
- José Van Dijck
- João Francisco Cassino & Sérgio Amadeu da Silveira - Colonialismo de Dados: Como Opera a Trincheira Algorítmica na Guerra Neoliberal
- CARTA PÚBLICA CONTRA O ATAQUE DAS BIG TECHS À SOBERANIA DIGITAL
- Simona Levi - Digitalización Democrática: soberania digital para las Personas (2024)
- Fundação Getúlio Vargas - Relatório de pesquisa: soberania digital: para quê e para quem? Análise conceitual e política do conceito a partir do contexto brasileiro.
Variantes do tecnofeudalismo:
- Mariana Mazzucato
- Jodi Dean
- Robert Kuttner
- Wolfgang Streeck
- Michael Hudson
- Robert Brenner
Destaques¶
Serpro¶
“No mundo da computação em nuvem, a mera localização de dados é insuficiente para garantir a soberania porque, a depender da arquitetura da rede que guarda e processa os dados, dos equipamentos selecionados e dos softwares utilizados nessas redes, os fornecedores das soluções podem ter acesso às informações que se pretende proteger.” (Cassino, 2025, p. 112)
“A dependência de fornecedores de nuvem pode levar uma estatal, como o Serpro, a uma irrelevância funcional. Se os serviços oferecidos pela empresa são instâncias de soluções privadas, basta uma decisão de governo para que esses serviços sejam transferidos diretamente para as multinacionais. O pensamento dominante de parte das forças políticas no Brasil é o neoliberalismo, que tem nas privatizações um de seus pilares. Em democracias, quando ocorre alternância de poder, geralmente ocorrem mudanças de orientação governamental. Nesse contexto hipotético, o Serpro poderia ser vendido ou fechado.” (Cassino, 2025, p. 126)
“As tecnologias digitais são aparatos de vigilância nunca antes vistas na História. Para tratarmos de soberania digital, este é o primeiro ponto que precisa ser compreendido pelos gestores públicos responsáveis.” (Cassino, 2025, p. 128)